O economista e analista Carlos Rosado de Carvalho voltou a abordar a questão dos baixos salários em Angola, desta vez no debate “Estado da Nação”, que analisou a actual onda de greves que envolve professores, enfermeiros e oficiais de justiça.
Durante a sua intervenção, Rosado de Carvalho defendeu que a degradação do poder de compra e as dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores estão entre os principais factores que ajudam a explicar as sucessivas paralisações. Em declarações anteriores sobre a matéria, o economista afirmou que “não há economia com salários de miséria” e sustentou que os trabalhadores perderam uma parcela significativa do seu poder de compra.
O debate centrou-se ainda no cumprimento dos acordos firmados entre o Executivo e os sindicatos, bem como na necessidade de encontrar soluções para evitar novas paralisações. Entre os desafios apontados estão a melhoria das condições de trabalho e o reforço dos sectores da educação e da saúde, considerados fundamentais para o desenvolvimento económico e social do país.
A discussão surge num contexto em que diferentes sectores da função pública têm apresentado reivindicações relacionadas com salários, condições laborais e cumprimento dos compromissos assumidos nas negociações com o Executivo.