Angolanas lideram interrupções voluntárias da gravidez entre estrangeiras em Portugal em 2025

As mulheres de nacionalidade angolana foram, em 2025, as estrangeiras que mais recorreram à interrupção da gravidez em Portugal, representando 20,9% das interrupções realizadas por mulheres de nacionalidade não portuguesa, segundo dados da Direção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o relatório sobre o Registo das Interrupções da Gravidez, foram registadas 18.869 interrupções da gravidez em Portugal durante o ano de 2025. Deste total, 44,2%, correspondente a 8.059 casos, foram realizados por mulheres de nacionalidade estrangeira. Entre estas, as angolanas representaram 20,9%, com cerca de 1.685 interrupções, seguidas pelas brasileiras, com 19,7% (1.592 casos), e pelas cabo-verdianas, com 14,6% (1.178 casos).

A DGS destaca que a proporção de mulheres estrangeiras entre as interrupções da gravidez tem aumentado nos últimos anos, passando de 3.567 casos em 2021 para 8.059 em 2025. Em Portugal, a interrupção da gravidez por opção da mulher pode ser realizada nas primeiras 10 semanas, nos termos previstos na legislação, através dos serviços de saúde autorizados.