Vendedores de plantas na Via Expressa chegam a facturar mais de 7 milhões Kz por mês

A venda de plantas ornamentais ao longo da Via Expressa, em Luanda, tornou-se uma fonte de rendimento para vários comerciantes informais, com alguns vendedores a alcançarem uma facturação diária de até 300 mil kwanzas, segundo uma reportagem do Jornal de Economia & Finanças (JEF). Considerando 25 dias de actividade, esse valor pode representar uma facturação mensal de até 7,5 milhões de kwanzas. Os preços variam entre 150 e 78 mil kwanzas, dependendo da espécie, porte e qualidade, sendo a sika apontada como uma das plantas mais caras.

Apesar do potencial de facturação, os vendedores relatam que a procura é irregular, com períodos de uma a duas semanas de menor movimento. Alguns apontam maior procura entre os dias 24 e 30 de cada mês, coincidindo com o período de pagamento de salários. Para a reposição do stock, os comerciantes afirmam investir entre 50 mil e 100 mil kwanzas por semana, enquanto outros recorrem à reprodução por estaca para aumentar a quantidade de plantas disponíveis.

Além das plantas ornamentais, alguns comerciantes diversificam o negócio com a venda de terra para cultivo. Plácido Laza, citado pelo JEF, comercializa relva, pingo de ouro, cactos e palmeiras cubanas, além de terra em sacos de 50 quilogramas, vendida por 1.500 kwanzas. Segundo o comerciante, nos dias de maior movimento, as vendas podem atingir entre 100 mil e 300 mil kwanzas. A actividade também gera postos de trabalho nas áreas de produção, rega, tratamento e manutenção, havendo espaços que empregam mais de 20 trabalhadores.

Entre os principais constrangimentos apontados pelos vendedores estão os furtos e as dificuldades de transporte. Por serem comercializadas em espaços abertos, as plantas ficam expostas a roubos, que podem provocar perdas de 10 a 15 unidades num único dia. Ainda assim, os comerciantes consideram a actividade uma importante fonte de sustento, permitindo cobrir despesas domésticas, garantir a alimentação e reinvestir na compra de novas plantas, segundo os relatos recolhidos pelo Jornal de Economia & Finanças.