A população empregada em Angola cresceu 6,4% no segundo trimestre, face ao trimestre anterior, alcançando cerca de 10,1 milhões de cidadãos. Apesar do aumento, o mercado de trabalho continua marcado pela informalidade, com 80,1% dos trabalhadores a exercerem actividades no sector informal.
Os dados constam do relatório dos resultados do Inquérito sobre o Emprego em Angola, divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Segundo o documento, mais de 8,1 milhões de pessoas exercem actividades sem vínculo formal ou protecção social. O fenómeno tem maior incidência entre as mulheres: das mais de 4,4 milhões de mulheres empregadas, a maioria encontra-se no mercado informal, contra cerca de 3,7 milhões de homens na mesma condição.
A taxa de emprego informal é mais elevada na área rural, onde atingiu 91,7%, contra 76,1% na área urbana. As pessoas com emprego informal concentram-se principalmente no grupo etário dos 15 aos 24 anos, evidenciando a maior vulnerabilidade dos jovens no mercado de trabalho.
A taxa de emprego foi estimada em 44,2%, acima dos 42,3% registados no trimestre anterior. Na área urbana, a taxa situou-se em 48,2%, enquanto na área rural ficou em 35,6%, revelando uma diferença significativa entre as duas áreas de residência.
No período em análise, a taxa de desemprego registou um ligeiro aumento de 0,2%, atribuído à entrada de novas pessoas na idade activa. Entre Abril e Junho, o país contabilizou cerca de cinco milhões de desempregados, representando um aumento de 7,6% face ao primeiro trimestre. A maior incidência do desemprego continua a verificar-se entre os jovens dos 15 aos 24 anos.