Um novo partido político, o PANA, está a gerar forte discussão ao apresentar propostas que prometem mexer com alguns dos hábitos e manifestações culturais mais populares de Angola. O PANA (Partido Nacionalista Angolano) afirma que, caso conquiste a confiança dos eleitores nas eleições gerais de 2027, pretende implementar profundas mudanças no sector cultural, incluindo o controverso fim do kuduro e uma maior valorização do semba e das manifestações artísticas tradicionais.
Segundo o coordenador do partido, Kakambo Sangelao, que afirma ser a reencarnação de Holden Roberto, a proposta cultural do PANA passa pela preservação e promoção das expressões consideradas tradicionais e representativas da identidade nacional. Além da intenção de acabar com o kuduro, o projecto apresenta ainda medidas de combate ao alcoolismo e de proibição da prostituição, numa agenda que pretende, segundo os seus responsáveis, reforçar valores sociais e culturais.
Com o lema “Pátria, ordem, justiça e soberania”, o PANA também apresenta propostas ligadas à segurança, ao controlo das fronteiras e à soberania nacional, apelando aos cidadãos para colocarem a “pátria em primeiro lugar” em 2027. A proposta de acabar com o kuduro, um dos géneros que mais projectou Angola dentro e fora do país, promete, entretanto, provocar um intenso debate.