Ministro do MINTTICS afirma que “AngoSat-2 garante serviços de Internet de qualidade em cinco países da SADC”

O ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Oliveira, afirmou que as capacidades do AngoSat-2 estão a ser utilizadas para garantir serviços de Internet de qualidade em cinco países da SADC, durante a cerimónia oficial de abertura da primeira Africa Space Expo (ASPEX 2026), realizada em Abidjan, Côte d’Ivoire, de 24 a 26 de Setembro.

Na sua intervenção, o governante apresentou a visão de Angola sobre o papel das tecnologias espaciais no desenvolvimento económico, na transformação digital e no reforço da cooperação entre os países africanos. Mário Oliveira destacou a evolução do sector espacial em África e defendeu uma maior capacidade do continente para conceber, desenvolver e aplicar soluções espaciais orientadas para as suas próprias prioridades.

Entre os projectos apresentados estiveram o AngoSat-2, o ANGEO-1, actualmente em desenvolvimento, e o Observa+, iniciativa que aproxima os dados geoespaciais das necessidades das comunidades. O ministro destacou ainda os resultados do Conecta Angola, que já permitiu a instalação de 43 pontos em universidades, escolas e hospitais e beneficiou mais de 366 mil pessoas em zonas rurais, enquanto o Conecta Angola Comercial envolve 77 provedores de Internet.

Mário Oliveira salientou igualmente a dimensão regional da capacidade espacial angolana, referindo que Angola acolhe, em Luanda, o escritório regional do Programa de Partilha de Satélite da SADC e lidera o respectivo Comité de Direcção.

Após a cerimónia de abertura, o ministro acompanhou as autoridades presentes numa visita oficial à exposição e ao Pavilhão de Angola, onde estão representados o Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional (GGPEN), o Instituto Angolano das Comunicações (INACOM) e a INFRASAT.

Angola participa na ASPEX 2026 como convidado de honra, ao lado dos Estados Unidos da América e de Marrocos. O evento reúne governos, agências espaciais, empresas, investidores, instituições de investigação e jovens talentos do sector espacial, criando um espaço de diálogo e cooperação para o desenvolvimento da economia espacial africana.