Governo afirma que Angola já não tem dívida com o FMI desde 2021

Angola não tem actualmente dívida no âmbito de um programa de financiamento com o Fundo Monetário Internacional (FMI), depois de ter concluído, em Dezembro de 2021, o Programa de Financiamento Ampliado aprovado em 2018 e reforçado em 2020, durante a pandemia. A informação foi avançada pelo secretário de Estado para as Finanças e Tesouro, Ottoniel dos Santos, durante o Angola Economic Forum (AEF), em Luanda.

Segundo o governante, o ajustamento económico implementado nos últimos anos incluiu medidas como a flexibilização cambial, consolidação fiscal, reforço da gestão da Dívida Pública e saneamento do sistema financeiro. A relação entre Angola e o FMI evoluiu, actualmente, para uma parceria de aconselhamento e assistência técnica em áreas como a gestão da tesouraria, Dívida Pública, quadro macroeconómico, estatísticas e política monetária.

Ottoniel dos Santos destacou ainda alguns indicadores da economia nacional, apontando a redução da inflação de 27,5% no final de 2024 para 15,7% em 2025 e 8,78% em Agosto deste ano. A Dívida Governamental, que chegou a representar 97,5% do PIB em 2020, terá descido para 47% em 2025, situando-se em 51,2% no segundo trimestre de 2026, enquanto as reservas internacionais permanecem em torno dos 15,3 mil milhões de dólares.

Apesar dos progressos, o secretário de Estado reconheceu que permanecem desafios, sobretudo no serviço da Dívida Governamental, estimado em 15,2 biliões de kwanzas em 2026, e nos subsídios aos combustíveis. Por outro lado, a economia registou um crescimento de 8,7% no segundo trimestre deste ano, impulsionado sobretudo pelo sector não petrolífero, enquanto o Executivo continua a apostar na consolidação das finanças públicas e no crescimento económico.